Testes do Exame Psicológico da PM-SP: Quais São e Como se Preparar

O exame psicológico é uma das etapas mais difíceis do concurso de Soldado da Polícia Militar de São Paulo.

Em algumas turmas, essa fase chega a reprovar entre 60% e 70% dos candidatos. E isso não é novidade: historicamente, o psicológico sempre foi uma das fases mais complicadas do concurso.

O grande problema é que muitos candidatos chegam nessa etapa sem saber quais testes podem enfrentar, o que cada teste avalia e como a Polícia Militar analisa o perfil psicológico do candidato.

Neste artigo, você vai entender melhor como funcionam os testes do exame psicológico da PM-SP e por que você precisa começar a se preparar desde agora.

O exame psicológico da PM-SP acontece em três dias

O exame psicológico da PM-SP não é feito em apenas um momento simples.

São três dias de avaliação, com uma bateria completa de testes.

Durante esses dias, a Polícia Militar busca medir características previstas no perfil psicológico exigido para o cargo de Soldado.

Ou seja, os testes são usados para identificar como está o candidato em relação a itens como:

  • Ansiedade;
  • Impulsividade;
  • Memória;
  • Atenção;
  • Inteligência;
  • Relacionamento interpessoal;
  • Outras características exigidas no perfil psicológico.

Por isso, conhecer os testes previamente ajuda muito.

Quando o candidato vê o teste pela primeira vez no dia da avaliação, é comum bater nervosismo, ansiedade e insegurança. Isso pode prejudicar o desempenho.

Por que conhecer os testes é importante?

Cada teste psicológico serve para medir uma ou mais características do perfil do candidato.

A PM não avalia apenas se você tem ou não algum problema psicológico. Ela avalia se você se encaixa no perfil exigido para ser policial militar.

Por isso, entender os testes ajuda você a:

  • Reduzir a ansiedade no dia;
  • Saber o que será avaliado;
  • Evitar erros por falta de compreensão;
  • Entender como seu desempenho será interpretado;
  • Chegar mais preparado para a etapa.

Mas atenção: a Polícia pode trocar os testes de um concurso para outro.

Mesmo assim, alguns modelos são bastante tradicionais e aparecem com frequência.

Teste Palográfico

Um dos testes mais conhecidos é o Palográfico.

Esse é aquele teste dos “palitinhos”, que muitos candidatos já fizeram em outras situações, como ao tirar a CNH.

Mas aqui existe um cuidado importante.

Ter passado no Palográfico da CNH não significa que você vai passar no Palográfico da PM-SP.

O teste pode ser o mesmo, mas o perfil exigido é diferente.

Por exemplo: se o teste mostra que sua ansiedade está na média, isso pode ser aceito na CNH ou em uma empresa privada.

Mas no perfil da PM-SP, a ansiedade pode precisar estar em nível diminuído, ou seja, abaixo da média.

Por isso, o mesmo resultado que seria aceito em outro contexto pode não ser suficiente para a Polícia Militar.

Testes de inteligência não verbal

Outro tipo comum de teste é o de inteligência não verbal, como o G-38.

Esse tipo de teste avalia raciocínio lógico por meio de figuras, padrões e sequências.

Normalmente, o candidato precisa observar uma sequência e identificar qual figura completa corretamente aquela lógica.

Existem diferentes modelos desse tipo de teste, como:

  • G-38;
  • G-36;
  • TIG-NV;
  • Outros testes semelhantes.

A Polícia pode alternar entre esses modelos.

O objetivo é avaliar a capacidade de raciocínio do candidato.

Mas aqui vai um ponto importante: você não precisa necessariamente gabaritar esse tipo de teste.

Para o quesito inteligência, o perfil exigido costuma ser adequado, ou seja, dentro da média esperada.

Testes de personalidade

Outro grupo importante é formado pelos testes de personalidade, como a Bateria Fatorial de Personalidade, conhecida como BFP.

Existem também outros modelos semelhantes, como IFP e NEOPI.

Esses testes apresentam várias afirmações, e o candidato precisa indicar o quanto concorda ou discorda de cada uma.

Por exemplo:

“Prefiro casa de praia a casa de campo.”

Ou:

“As pessoas são honestas.”

Em alguns modelos, a resposta é dada em uma escala de 1 a 5. Em outros, pode ser de 1 a 7.

A lógica é simples: quanto maior o número, maior o nível de concordância.

Mas é justamente aqui que muitos candidatos cometem erros.

Cuidado com os extremos

Nos testes de personalidade, o candidato precisa tomar cuidado ao usar respostas extremas.

Por exemplo, se a afirmação for:

“As pessoas são honestas.”

Responder com extremo total pode não fazer sentido, porque essa não é uma verdade absoluta.

Nem todas as pessoas são honestas. Mas também não dá para dizer que ninguém é honesto.

Por isso, usar extremos em perguntas que dependem de fatores externos pode gerar problemas.

Agora, em afirmações que dependem apenas de você, a lógica pode ser diferente.

Por exemplo:

“Eu já pensei em suicídio.”

Nesse caso, se nunca aconteceu, uma resposta extrema pode fazer sentido.

O ponto principal é: o candidato precisa entender a lógica do teste e não responder no automático.

Testes de atenção

A PM-SP também pode aplicar testes de atenção.

Existem diferentes tipos, como:

  • Atenção concentrada;
  • Atenção difusa;
  • Atenção dividida.

A atenção concentrada avalia sua capacidade de manter foco em uma única tarefa.

Já a atenção difusa mede sua capacidade de distribuir a atenção entre vários estímulos.

Esses testes são importantes porque a função policial exige foco, percepção e capacidade de reação diante de diferentes situações.

Testes de memória

A memória também aparece entre os itens avaliados no perfil psicológico.

Por isso, podem ser aplicados testes específicos para medir essa característica.

O candidato precisa entender que cada teste é apenas uma ferramenta.

A Polícia pode trocar o modelo do teste, mas continuará avaliando os mesmos itens do perfil psicológico.

Por isso, a preparação não deve depender apenas de decorar um teste específico.

O mais importante é trabalhar as características exigidas no perfil.

A PM pode trocar os testes?

Sim.

A Polícia Militar pode trocar testes de um concurso para outro.

Por isso, o candidato não pode ficar dependente de um único modelo.

Hoje pode cair um teste. No próximo concurso, outro.

Mas a lógica continua a mesma: cada teste é usado para medir uma característica do perfil psicológico.

Se você trabalha corretamente os itens do perfil, consegue ter desempenho melhor independentemente do modelo aplicado.

O segredo é trabalhar a fonte do problema

Não adianta conhecer apenas o nome dos testes.

O candidato precisa entender o que cada teste avalia e como melhorar as características exigidas.

Por exemplo:

  • Se o teste avalia atenção, você precisa trabalhar atenção;
  • Se avalia memória, precisa treinar memória;
  • Se avalia ansiedade, precisa entender como essa característica aparece;
  • Se avalia impulsividade, precisa saber como controlar esse traço.

A preparação correta é aquela que atua nos itens do perfil psicológico, e não apenas em “macetes” de teste.

O psicológico não deve ser tratado como sorte

Muitos candidatos acham que o psicológico é uma etapa em que basta chegar e responder naturalmente.

Mas essa visão é perigosa.

O exame psicológico da PM-SP é técnico, criterioso e eliminatório.

Assim como você estudou para a prova objetiva e treinou para o TAF, também precisa se preparar para o psicológico.

Não conhecer os testes, não entender os itens do perfil e não saber como cada característica é avaliada pode custar sua vaga.

Plano Avançado: preparação para o psicológico e etapas finais

Para quem quer se preparar de forma completa para as etapas finais, existe o Plano Avançado.

O plano oferece preparação para fases como:

  • Exame psicológico;
  • Teste físico;
  • Exame médico;
  • Investigação social;
  • Documentação;
  • Recursos, se necessário.

No Plano Avançado, você tem acesso a conteúdos, orientação e acompanhamento para enfrentar as etapas finais com mais segurança.

Como funciona o Plano Avançado?

No Plano Avançado, você não paga para entrar.

Você faz o cadastro e começa a preparação.

O pagamento só acontece se você for aprovado em todas as etapas e entrar na Polícia Militar.

Nesse caso, o valor corresponde ao equivalente a três salários, pago de forma parcelada e sem juros, a partir do momento em que você já estiver recebendo seu salário dentro da PM.

Se você reprovar no meio do caminho, o custo é zero.

O que está incluso no Plano Avançado?

Ao entrar no Plano Avançado, o candidato recebe acesso a uma estrutura completa de preparação, com:

  • Aplicativo;
  • Videoaulas;
  • Grupo de WhatsApp;
  • Aulas e orientações sobre o psicológico;
  • Exercícios para trabalhar itens do perfil;
  • Chamadas semanais com psicóloga;
  • Orientação para TAF;
  • Preparação para investigação social;
  • Apoio para documentação;
  • Suporte para recursos, quando necessário.

A ideia é caminhar com o candidato até a posse.

Conclusão

Os testes do exame psicológico da PM-SP são usados para medir características específicas do perfil exigido para o cargo de Soldado.

Entre os testes mais comuns, podem aparecer avaliações como:

  • Palográfico;
  • Testes de inteligência não verbal;
  • Testes de personalidade;
  • Testes de atenção;
  • Testes de memória.

Mas o mais importante não é decorar o nome de cada teste.

O essencial é entender o que eles avaliam e se preparar para demonstrar o perfil exigido pela Polícia Militar.

👉 Clique no botão abaixo, faça seu cadastro no Plano Avançado e comece sua preparação para o psicológico e todas as etapas finais:

A prova foi só uma etapa. Agora é hora de se preparar para chegar até a posse.

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